Fotos de turistas, busca na mata e confissão: 10 pontos para entender o feminicídio de Catarina Kasten na trilha do Matadeiro

  • 29/11/2025
(Foto: Reprodução)
Mulher assassinada em trilha de Florianópolis: o que se sabe O feminicídio da professora Catarina Kasten, de 31 anos completou uma semana e segue mobilizando Santa Catarina. Ela foi violentada sexualmente e assassinada enquanto percorria a trilha do Matadeiro, em Florianópolis, a caminho de uma aula de natação. O suspeito, um homem de 21 anos, confessou o crime e está preso preventivamente. Ele deve responder por estupro e feminicídio. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Abaixo-assinado pede mudança do nome de praia para homenagear estudante morta Confira abaixo 10 pontos sobre o caso: O crime Quem era Catarina? Como a polícia descobriu quem era o suspeito? Quem é o suspeito? Homem preso é suspeito de outro crime? Linha do tempo revela passos da vítima Como é a trilha? Como testemunhas foram essenciais para a investigação? Houve ato de homenagem da comunidade a Catarina? O suspeito foi denunciado pelo Ministério Público? Catarina Kasten, 31 anos, era estudante de pós-graduação na UFSC UFSC/Divulgação 1. O crime O assassinato aconteceu na manhã de 21 de novembro, quando Catarina ia para a aula de natação. Ela saiu de casa por volta das 6h50, de acordo com o relato do companheiro dela no boletim de ocorrência. À polícia, o homem preso disse que asfixiou a jovem com um cadarço e a violentou sexualmente. O material genético dele foi coletado e levado para análise. O laudo divulgado pela Polícia Científica, ao qual a NSC TV teve acesso, confirmou que Catarina morreu devido à asfixia por estrangulamento e apontou indícios de que ela foi vítima de agressão sexual. 2. Quem era Catarina? Catarina era estudante de pós-graduação em Estudos Linguísticos e Literários na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Formada em Letras em Inglês em 2022, ela viajou pelo mundo com o companheiro até que, há cerca de um ano, decidiu voltar a Florianópolis para fixar residência e fazer mestrado. Ao g1, o companheiro descreveu a mulher como amante da natureza, estudiosa e gentil. Antes de estudar letras na UFSC, Catarina foi aluna da engenharia de produção, onde integrou o Centro Acadêmico Livre de Engenharia de Produção (Calipro). Ela e o marido iam construir uma nova casa no bairro Açores no início de 2026 e sonhavam em fazer viagens pelo mundo quando ela ingressasse no doutorado. Fotos enviadas pelo companheiro de Catarina mostram estudante na frente de terreno em que iriam construir casa. Reprodução/Arquivo Pessoal 3. Como a polícia descobriu quem era o suspeito? Os policiais tiveram acesso a imagens de câmeras de monitoramento, com o apoio de moradores da região. Nas gravações, aparecia o suspeito. Além disso, duas turistas que acharam a atitude dele suspeita tiraram fotos do homem. As imagens ajudaram na identificação dele. Com a identidade confirmada, os policiais foram até a casa dele. No local, o homem confessou os crimes. Também disse ter escondido o corpo da vítima em uma área de mata. 4. Quem é o suspeito? O preso se chama Giovane Correa Mayer. Ele é natural de Viamão, no Rio Grande do Sul, e morava na região desde 2019 com familiares. Segundo a Polícia Militar, ele costumava passar pela trilha. Na sexta-feira, ele afirmou ter voltado de uma festa onde havia ingerido bebida alcoólica. A defesa do investigado é feita por um defensor público. Em nota, o órgão disse que, durante as audiências, toda pessoa conduzida ao cárcere recebe atendimento da Defensoria Pública. 5. Homem preso é suspeito de outro crime? Após o crime na trilha, Giovane passou a ser investigado por outro caso em Florianópolis: o estupro de uma idosa de 69 anos em 2022. Na época, ele foi ouvido como testemunha porque trabalhava como ajudante de jardinagem na casa da vítima no dia da agressão. Ninguém foi preso, mas agora a Polícia Civil vai reabrir o inquérito e cruzar provas dos dois crimes. 6. Linha do tempo revela passos da vítima Veja abaixo a cronologia do crime: Manhã de sexta-feira, 21 de novembro 06h05 - Um homem com camiseta azul, calça e tênis é visto se escondendo atrás de uma lixeira e seguindo para a trilha. 06h50 - Catarina sai de casa, na Praia da Armação e percorre a trilha para chegar à aula de natação, realizada em frente à igreja local. 06h53 - Câmeras cedidas por moradores à polícia registraram o suspeito correndo pela areia, cerca de 30 segundos após Catarina passar pelo mesmo local. Por volta das 9h, o marido de Catarina percebe que ela não retornou. Tarde de sexta-feira, 21 de novembro Por volta do meio-dia, o marido de Catarina vê mensagens no grupo de WhatsApp da natação de moradores e alunos avisando que os pertences dela foram encontrados na trilha da praia. Preocupado, ele liga para uma das professoras, que confirma que Catarina não tinha ido à aula naquela manhã. 13h09 - A Polícia Militar é acionada pelo marido e família de Catarina. 13h30 - Dois homens encontraram o corpo de Catarina em uma área de mata na trilha do Matadeiro. Um deles viu o corpo ao entrar em um beco para urinar e acionou a polícia, enquanto o outro foi até os policiais para avisar. Durante as buscas, duas turistas relatam que, pela manhã, viram um homem olhando para dentro da mata e tiraram fotos dele. As imagens confirmaram que era o mesmo homem registrado pelas câmeras da comunidade. Noite de sexta-feira, 21 de novembro Após as imagens circularem entre moradores, o suspeito foi reconhecido como Giovane Corrêa Mayer, de 21 anos. Com base nas câmeras, fotos das turistas e depoimentos, a polícia foi até a casa dele. Por volta das 22h39, Giovane foi preso em flagrante e confessou o crime. Ele disse que voltava de uma festa e, ao ver Catarina, teria sido influenciado por “vozes na cabeça”. Admitiu que estuprou a vítima ainda com vida, estrangulou com uma corda e arrastou o corpo para dentro da mata para esconder. Durante a abordagem, os policiais notaram arranhões nas costas do suspeito. Na casa dele, encontraram todas as roupas vistas nas imagens, a camiseta azul do Avaí, calça, tênis e bermuda branca. 7. Como é a trilha? A trilha da Praia do Matadeiro, no sul da Ilha de Santa Catarina, é o principal acesso à praia e bastante movimentada, usada diariamente por moradores e turistas. O caminho é iluminado, calçado e começa a ser utilizado cedo, não sendo considerado remoto. Além de levar à Praia do Matadeiro, também é ponto de partida para quem segue até a Lagoinha do Leste. Vídeo mostra trilha do Matadeiro, em Florianópolis 8. Como testemunhas foram essenciais para a investigação? A investigação do feminicídio de Catarina contou com relatos de testemunhas e apoio da comunidade. Duas turistas disseram ter fotografado o suspeito, e moradores repassaram às polícias Militar e Civil imagens de câmeras da região e informações sobre pertences encontrados na trilha. Foram eles também que avisaram a PM sobre o corpo da vítima na manhã de sexta-feira (21), dia do crime. Fotos incluidas no Boletim de Ocorrências mostram autor do feminicídio em imagens feitas por turistas Reprodução 9. Houve ato de homenagem da comunidade a Catarina? Sim. Na manhã de sábado (22), amigas, colegas e vizinhas de Catarina se reuniram para protestar e refazer o percurso pela trilha onde ocorreu o crime. Nos relatos, tinham sentimentos de medo, revolta e a cobrança por mais segurança. Durante o ato, as participantes pediram pelo direito à liberdade de ir e vir para todas as mulheres. Na terça-feira (25), Florianópolis recebeu uma marcha contra a violência de gênero, com cartazes e gritos que lembraram outras vítimas de feminicídio. Uma petição virtual quer mudar o nome da Praia do Matadeiro para Catarina Kasten como memorial contra violência. A mobilização, que contava com mais de 7 mil assinaturas até quinta-feira (27). No mesmo dia, o marido de Catarina, Roger Gusmão, leu uma carta em assembleia defendendo a mudança do nome da Praia do Matadeiro. “Alguns pensam que mudar o nome é apagar a história, mas é justamente escrever um novo capítulo. Que esse lugar lembre luz e esperança de um mundo melhor para as mulheres”, afirmou. 10. O suspeito foi denunciado pelo Ministério Público? O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) informou que aguarda as diligências sobre o inquérito da Polícia Civil do caso de Catarina. Até esta sexta-feira (28), o suspeito não havia sido denunciado. Infográfico - Linha do tempo do caso Catarina Kasten arte/g1 VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

FONTE: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2025/11/29/fotos-turistas-busca-mata-confissao-10-pontos-entender-feminicidio-catarina-kasten-trilha-matadeiro.ghtml


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