Cão Orelha: MP aponta impacto de fake news e manda investigar atuação policial e viés político

  • 14/05/2026
(Foto: Reprodução)
Pedido de arquivamento do caso Orelha O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apontou que a disseminação de versões não verificadas, vazamentos de informações sigilosas e a condução da investigação pela Polícia Civil contribuíram para uma “fixação precoce e equivocada de autoria” no caso da morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis. O órgão pediu o arquivamento do inquérito por falta de provas de autoria humana nas agressões. A informação divulgada pelo MPSC na terça-feira (12) foi antecipada com exclusividade pelo colunista da NSC Anderson Silva. No mesmo dia, o órgão anunciou que a investigação conduzida pela Polícia Civil sobre a morte do cão comunitário foi baseada em relatos de “ouvi dizer” e concluiu que os adolescentes investigados não estiveram junto com o animal na região da Praia Brava. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp As contradições que levaram ao pedido de arquivamento do caso MP investiga quem lucrou com postagens falsas na web sobre a morte do cão Além do pedido de arquivamento, o órgão também solicitou o envio do caso à Corregedoria da Polícia Civil para investigar a conduta de agentes durante a apuração e de possível uso político do caso. Os apontamentos fazem parte de um parecer de 170 páginas enviado à Justiça, no qual o MP detalha cada etapa da investigação e sustenta que não há provas diretas de que o adolescente investigado tenha agredido o animal. Cão Orelha morava na Praia Brava Reprodução/Redes sociais Conduta de agentes No parecer, o órgão afirma ainda que a condução da investigação “tolheu possíveis outros desfechos que não envolvessem os jovens” e que a falta de exploração de outras hipóteses resultou na perda de provas que poderiam esclarecer o caso. Um dos exemplos citados é sobre o desentendimento entre o porteiro de um condomínio na Praia Brava e familiares de um dos adolescentes. O MP afirmou que a discussão ocorreu antes da mensagem enviada no grupo sobre as supostas agressões e não teve relação com a morte do cachorro. "A difusão de versões não verificadas também contribuiu para a fixação precoce e equivocada de autoria, direcionando indevidamente a interpretação dos fatos e afastando outras linhas investigativas plausíveis”, diz o parecer. O órgão também questiona o fato de documentos e laudos não terem sido encaminhados integralmente pela corporação após a conclusão do inquérito. Pais e tio de adolescentes são indiciados por coagir testemunha na investigação da morte do animal Divulgação/Polícia Civil de Santa Catarina Possível uso político do caso Outro ponto destacado pelo MP é a divulgação indevida de informações sigilosas envolvendo adolescentes investigados. O caso foi encaminhado à 9ª Promotoria de Justiça da Capital, responsável pela área da infância e juventude, para apurar possível infração administrativa relacionada à exposição de dados protegidos à imprensa. Os promotores também citaram manifestações públicas de autoridades, incluindo uma publicação feita pelo governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, durante a investigação. Na postagem, ele afirmou que as provas do caso “embrulharam o estômago”. Governador Jorginho Mello (PL) se posicionou em relação o caso Orelha Reprodução/NSC TV Segundo o MP, a declaração "indica possível acesso a informações sigilosas do processo e contribuiu para ampliar a repercussão e os ataques nas redes sociais". Caso Orelha: MP investiga quem lucrou com postagens falsas na web sobre a morte do cão MP entra com ação de improbidade contra ex-delegado-geral da Polícia Civil de SC Em nota, a Polícia Civil informou que concluiu as investigações e divulgou oficialmente, à época, as medidas adotadas no inquérito. A polícia também disse em nota que "concluiu as investigações relacionadas ao caso e realizou, oportunamente, a divulgação oficial das medidas adotadas no âmbito do inquérito policial" (leia a íntegra ao final da matéria). O g1 entrou em contato com o Governo de Santa Catarina, mas o órgão não se manifestou até a última atualização desta reportagem. Cão e adolescentes não estiveram juntos em praia No inquérito e num vídeo postado nas redes sociais, a polícia afirmou que com base nas imagens de duas câmeras de segurança, o cachorro e o adolescente permaneceram na praia de forma simultânea, por aproximadamente 40 minutos na madrugada de 4 de janeiro de 2026 e que a agressão teria ocorrido nesse período. Mas a polícia não levou em conta um detalhe importante, segundo o MP: havia uma diferença, uma defasagem nos registros de horário das câmeras. Vídeo mostra adolescente indiciado por agressões ao cão Orelha saindo e voltando de condomínio no dia 4 de janeiro Divulgação/Polícia Civil de Santa Catarina E com essa discrepância, a interpretação da polícia não se sustenta. Com a correção, o adolescente e o cachorro não poderiam ter ficado simultaneamente na praia por 40 minutos. "Verificou‑se que, nos instantes em que o adolescente esteve nas imediações do deck, o cão se encontrava a cerca de 600 metros de distância. Dessa forma, não se sustenta a tese de que ambos tenham compartilhado o mesmo espaço por aproximadamente 40 minutos, como afirmado nos relatórios policiais",disse o MPSC. O que diz a Polícia Civil A Polícia Civil de Santa Catarina informa que concluiu as investigações relacionadas ao caso e realizou, oportunamente, a divulgação oficial das medidas adotadas no âmbito do inquérito policial. Após a conclusão do procedimento, os autos foram encaminhados ao Ministério Público de Santa Catarina, órgão constitucionalmente responsável por eventual oferecimento de denúncia ou arquivamento. A Polícia Civil de Santa Catarina e o Ministério Público de Santa Catarina atuam de forma independente, dentro das atribuições previstas na legislação. Assim, eventuais manifestações sobre a decisão de arquivamento do caso competem exclusivamente ao Ministério Público. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

FONTE: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/05/14/cao-orelha-mp-aponta-fake-news-atuacao-policial-vies-politico.ghtml


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