Drones agrícolas atraem jovens e criam novas oportunidades de trabalho no campo
14/08/2026
(Foto: Reprodução) A expansão do uso de drones agrícolas tem aproximado uma nova geração da atividade rural no Brasil. Os equipamentos, utilizados em operações como pulverização de lavouras, transformaram tarefas que antes dependiam de trabalho manual e deram origem a novas oportunidades profissionais, como a atuação de pilotos de drones e a prestação de serviços para propriedades rurais.
O fenômeno acontece dentro de um cenário de força do agronegócio brasileiro. Segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o setor agropecuário cresceu 11,7% em 2025 e respondeu por um terço de todo o crescimento econômico do país no ano. A participação da agricultura no PIB atingiu 7,5%, o maior patamar desde 1996.
Já o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) registrou exportações recordes do agronegócio no período, que totalizaram US$ 169,2 bilhões, equivalentes a 48,5% de tudo o que o Brasil exportou. Essa força é sustentada por cerca de 28,4 milhões de trabalhadores, conforme levantamento da CNA Brasil em parceria com a Embrapa.
Nova geração está cada vez mais presente no campo a partir de recursos tecnológicos
(Foto: DJI/Divulgação)
Tecnologia que redesenha a mão de obra do campo
É no cenário de expansão da demanda e de flexibilização do trabalho a partir das novas tecnologias que o cenário no campo tem sido alterado. Desde que chegou ao mercado brasileiro em 2019, a DJI Agriculture já treinou mais de 20 mil pilotos certificados no país, com apoio de uma rede de mais de 400 pontos de assistência técnica distribuídos pelos 27 estados. A demanda por equipamentos deu um salto de mais de 30 vezes entre 2021 e 2025.
É nesse mercado em expansão que a ADS Drones atua como uma das principais parceiras oficiais da DJI Agriculture no Brasil, com venda e distribuição autorizada de drones agrícolas da marca. A empresa acompanha de perto a transformação tecnológica do campo, oferecendo equipamentos que contribuem para tornar operações agrícolas mais eficientes e adaptadas às novas demandas do setor.
Uma pesquisa amostral da empresa, realizada em 2026, mostrou que jovens com menos de 30 anos já representam mais de 40% dos usuários, enquanto os que têm menos de 50 anos somam 85% do total. Para o diretor da DJI Agriculture no Brasil, Stefan Wang, o movimento representa que os jovens têm voltado para o interior, e levado tecnologia com eles.
“A pesquisa mostra que mais de 75% dos nossos usuários não usam o drone só na própria propriedade: eles também prestam serviço de pulverização para fazendas vizinhas. Isso mostra que os drones agrícolas estão deixando de ser uma ferramenta só para a própria produção e se tornando um novo modelo de prestação de serviço no campo. Isso dá aos jovens a chance de participar da agricultura por meio da tecnologia e de serviços, e cria espaço para crescer: para voltar para casa, abrir um negócio, gerar emprego e renda”, diz o diretor.
Ainda de acordo com o diretor, a transformação também está ligada ao ganho de produtividade. O modelo mais avançado da DJI, o T100 Dual Battery, tem capacidade operacional máxima de 50 hectares por hora, o que reduz a poucas horas tarefas que antes exigiam dias de esforço físico intenso.
“A pulverização de precisão dos drones também economiza mais água e evita amassar as plantas, o que ajuda diretamente a aumentar a produtividade. Além disso, os drones permitem operação noturna e dão aos operadores mais flexibilidade para lidar com condições climáticas extremas ou janelas de aplicação mais curtas”, completa Wang.
O produtor no centro da inovação tecnológica
As mudanças ficaram evidentes durante encontro promovido pela DJI Agriculture em Itajaí, que contou com a presença de produtores rurais, especialistas e representantes do setor. O evento teve como objetivo discutir como a tecnologia tem transformado o agronegócio e se tornado um fator decisivo para manter as novas gerações no campo.A produtora rural Eduarda Lizardo, de 21 anos, de Moreira Sales (PR), teve o primeiro contato com drones agrícolas em 2023 e encontrou uma nova forma de trabalhar. Filha de agricultores, ela viu na tecnologia a chance de facilitar atividades que, por mais de duas décadas, foram feitas manualmente pelo pai.
Na propriedade da família, voltada ao cultivo de mandioca, os drones passaram a ter papel importante no combate a pragas, com pulverização aérea mais ágil e precisa, que reduz o contato direto com a lavoura. Além de produtora, Eduarda também atua como influenciadora digital no agronegócio e considera a inovação um dos principais fatores para manter os jovens no campo:
“O drone é um agente facilitador. Ele resolve muitos desafios do dia a dia no campo", afirma.
Eduarda Lizardo encontrou uma nova forma de trabalhar a partir dos drones
(Foto: DJI/Divulgação)
A produtora rural Eduarda Lizardo, de 21 anos, de Moreira Sales (PR), teve o primeiro contato com drones agrícolas em 2023 e encontrou uma nova forma de trabalhar. Filha de agricultores, ela viu na tecnologia a chance de facilitar atividades que, por mais de duas décadas, foram feitas manualmente pelo pai.
Na propriedade da família, voltada ao cultivo de mandioca, os drones passaram a ter papel importante no combate a pragas, com pulverização aérea mais ágil e precisa, que reduz o contato direto com a lavoura. Além de produtora, Eduarda também atua como influenciadora digital no agronegócio e considera a inovação um dos principais fatores para manter os jovens no campo:
“O drone é um agente facilitador. Ele resolve muitos desafios do dia a dia no campo", afirma.
Flávia Steckert se tornou piloto de drone para atuar no campo
(Foto: DJI/Divulgação)
Sobre os equipamentos apresentados em Itajaí, ela avalia que a empresa tem acompanhado de perto as necessidades dos produtores. A percepção é compartilhada por Flávia Steckert, de 30 anos, produtora rural de Imbituba (SC). Filha e neta de agricultores, ela cresceu no campo e decidiu investir na qualificação profissional, por isso, formou-se em Agronomia para dar continuidade ao legado da família.
Segundo Flávia, cada vez mais jovens estão retornando às propriedades rurais, agora mais preparados tecnicamente para modernizar a produção e fortalecer o desenvolvimento das regiões agrícolas. Piloto de drones desde 2023, ela destaca os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia:
“Nós fazíamos a pulverização de uma área de cerca de 300 hectares utilizando trator. Como o arroz é uma cultura irrigada, qualquer condição desfavorável podia atrasar o trabalho. Com o drone, esse problema praticamente deixou de existir”, explica.
Saiba mais sobre os modelos de drone disponíveis no mercado no site da ADS DJI.