Ex-chefe da Receita Federal de Itajaí é suspeito de causar R$ 10 milhões em prejuízos em esquema de corrupção
02/06/2026
(Foto: Reprodução) PF investiga ex-chefe da Receita Federal de Itajaí
Um ex-chefe da Receita Federal em Itajaí, cidade que abriga um dos maiores portos do Brasil, é investigado por facilitar processos alfandegários em benefício de empresários e causado R$ 10 milhões em prejuízos. Ele, que não teve o nome divulgado, é alvo de operação da Polícia Federal nesta terça-feira (2).
Ao todo, são cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina e São Paulo em endereços vinculados ao servidor investigado, familiares e a pessoas físicas e jurídicas ligadas ao comércio exterior.
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A operação foi batizada de "Benaia" e também cumpre ordem de afastamento de funções públicas do servidor envolvido no esquema.
Conforme a Receita Federal, as investigações começaram na corregedoria do órgão que suspeitou da incompatibilidade entre o padrão de vida do servidor e a remuneração oficial dele.
Também foram apurados indícios que indicam eventual favorecimento a intervenientes aduaneiros e o recebimento de vantagem indevida em razão dessas relações.
PF deflagra operação contra ex-chefe da Receita Federal de Itajaí suspeito de facilitar processos para empresários
Polícia Federal/Divulgação
Segundo a PF, o suspeito possuía poder para facilitar processos no órgão devido ao cargo que exercia e recebeu, indevidamente, ao menos R$ 2 milhões para agir em favor de empresários nos processos alfandegários.
Em nota, a Receita Federal afirmou que o montante suspeito de vantagens recebidas, direta ou indiretamente, pelo servidor supera R$ 5 milhões.
"As investigações apontam que despachantes, consultorias, empresas importadoras e operadores logísticos poderiam fazer parte do esquema, que teria resultado em vantagens recebidas, direta ou indiretamente, pelo servidor. Os valores teriam sido repassados através de pagamentos em dinheiro, depósitos e pagamento de despesas pessoais, como aluguéis, faturas de cartão e aquisição de bens", disse.
Com o aprofundamento das investigações, os policiais federais descobriram que o suspeito possuía empresas em nome de familiares e as utilizava para dissimular, ocultar e dar aparência de legalidade aos valores recebidos.
Os crimes investigados são crimes de corrupção ativa e passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
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O que disse a Receita Federal sobre a ação
A Receita Federal destaca que a integridade é um valor precioso e inegociável e atua de forma contínua na identificação e repressão a condutas que atentem contra a ética no serviço público, contribuindo para um ambiente de negócios mais justo e transparente.
A participação de despachantes, operadores logísticos e demais intervenientes em esquemas como este prejudica enormemente a regularidade da fiscalização aduaneira, fragilizando a segurança relacionada ao controle de cargas e criando uma concorrência desleal em relação aos operadores do comércio exterior que atuam na legalidade.
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